Muitas
pessoas ficam confusas quando encontram alguém "diferente".
Alguém que teme dizer algo errado a uma pessoa deficiente pode
até evitar uma comunicação. Este mal estar pode
ser evitado se pessoas deficientes e não-deficientes se virem
e interagirem mais freqüentemente.
Grande parte desse mal estar é causado pela falta de informação
a respeito das deficiências já que muitas pessoas (e
mesmo alguns deficientes) não estão conscientes das
implicações disto. É importante que todos sejam
pacientes e mantenham as comunicações abertas.
Quando alguém age de maneira inadequada, é bom lembrar
que todo mundo comete erros e deve-se tentar lidar com a situação
usando humor e delicadeza. Aceite o fato de que a deficiência
existe. Não tomar conhecimento de uma deficiência é
o mesmo que não tomar conhecimento do sexo ou da altura de
alguém. Mas fazer perguntas pessoais a respeito da deficiência
seria impertinente, enquanto não houver um relacionamento
mais próximo, que tornará natural este tipo de pergunta.
Trate a pessoa deficiente como uma pessoa saudável. Quando
alguém tem uma limitação funcional, não
quer dizer que seja doente. Algumas deficiências não
trazem problemas de saúde.
Em alguns casos, a pessoa deficiente pode reagir às situações
de um modo não convencional, ou ainda, pode dar a impressão
de que não está tomando conhecimento da sua presença.
Lembre-se de que ela pode não ouvir bem, ou ter outra deficiência
que afete os movimentos ou dificulte o contato.
Sempre
fale diretamente com a pessoa deficiente, não com terceiros
como o acompanhante ou o intérprete.
Ao caminhar ao lado de uma pessoa usando bengala ou muletas, procure
acompanhar seu ritmo.
Se quiser ofereça ajuda mas, antes de ajudar, espere que
o seu oferecimento seja aceito. Se a pessoa deficiente precisar
de ajuda, ela aceitará a sua oferta e lhe explicará
o que você deve fazer para ser útil a ela.
(adaptação
livre do texto de Henry Enns, Canadá)