Em
primeiro lugar, você está diante de uma pessoa que
quer e pode ser feliz. Se for um bebê, brinque e o acaricie,
como você faria com qualquer outro. Não se revista
de dó nem de culpa, apenas aja naturalmente. Descubra nele
os encantos de todos os bebês.
Se for uma criança, brinque com ela, converse, dê atenção
– isto é uma importante fonte de estimulação.
Crianças com deficiência mental precisam como qualquer
outra serem estimuladas a participar, a interagir. Permita que ela
brinque com seus filhos e que seus filhos brinquem com ela –
é o primeiro passo para a extinção do preconceito.
Seja natural , diga palavras amistosas, evite a superproteção.
Se for um jovem, trate-o como jovem. Não use expressões
infantilizadas nem se refira a ele como uma criança. Se estiver
na escola, não o trate como um pequenino da pré-escola.
Ele é um jovem adolescente que precisa ser respeitado como
tal e questionado quanto a seus sonhos, sentimentos e aspirações.
Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só
existe quando há troca de idéias, informações
e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da
eficiência da pessoa que ali está.
Se for um adulto ou um idoso, permita que ele usufrua do bem estar
e do respeito que são direcionados às pessoas dessa
faixa etária. Permita que participe de reuniões alegres,
converse, alivie a solidão que cresce para todos dessa faixa
etária, especialmente para as pessoas com deficiência
mental.
E, principal: caso você tenha alguma dúvida ou mesmo
não possua qualquer informação sobre deficiência
mental, não se acanhe em perguntar, buscar esclarecimentos
e informações.
Mas, importante : busque essas informações junto a
pessoas, associações ou entidades que realmente possam
dar a você uma idéia exata, desprovida de preconceitos
e pré-julgamentos.
Faça isso e você verá o quanto é importante
e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade.
(texto
adaptado de Tania Regina L. Neves )